sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A internacional negra (6ª Edição)

A Internacional Negra (no francês Internacionale Noire) também conhecida como Conspiração Anarquista Internacional foi um factóide produzido pelos jornais da segunda metade do século XIX e ratificado pelas autoridades em suas investigações. Segundo os jornais e as autoridades da época um suposto complô internacional anarquista teria como meta assassinar os principais governantes e burgueses do mundo e dessa forma efetivar a Revolução internacional. Essa ostentação gerada pela suposta existência da Internacional Negra foi amplamente utilizado como desculpa por diversos estados nacionais para oprimir, criminalizar, encarcerar e assassinar diversos anarquistas daquele período.Essas suposições se baseavam em grande parte na ação espetacularizada de pequenos grupos de anarquistas adeptos do ilegalismo que recorriam desesperadamente a táticas terroristas, assassinatos e, principalmente regicídios a fim de vingar companheiros executados pelo estado e fazer frente (entendido também como caráter de vingança) às terríveis condições em que se encontravam os trabalhadores em um contexto de super-exploração laboral e violência patronal com o aval e a colaboração dos estados nacionais.A partir da visibilidade dada pela mídia as ações dos ilegalistas o aparato repressivo estatal encontrava os subterfúgios necessários para reprimir duramente as mobilizações dos grupos anarcossindicalistas que a época eram significativamente maiores.Diversos intelectuais anarquistas como Emma Goldman, Errico Malatesta, Francisco Ferrer e Victor Serge tornaram-se alvo de investigações que buscavam vinculá-los as ações violentas e à conspiração. A cada nova ação em alguma parte do mundo, eram chamados para depor, ou até mesmo detidos para investigações.

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