
Solidariedade com todos os defensores e activistas dos direitos humanos na Rússia
No passado dia 19 de Janeiro foram brutalmente assassinados o advogado e activista russo dos direitos humanos Stanislav Markelov e a jovem jornalista, e activista libertária, Anastasia Baburova que o acompanhava.
Estes assassinatos são apenas os últimos de uma longa lista negra que não pode ficar na impunidade nem no silêncio do mundo em geral. Nos últimos meses a frequência das agressões está a instalar um clima de intimidação e terror em toda a Federação Russa. Protestar ou mostrar alguma discordância tornou-se um acto de risco com consequências pessoais imprevisíveis.
O mundo não pode ficar na indiferença perante esta situação.
Stanislav Markelov era um dos raros advogados que defendia os activistas dos movimentos sociais, os sindicalistas e anti-fascistas, e deslocava-se a qualquer ponto da Federação Russa onda quer que sentisse que os direitos humanos não estavam garantidos. Tinha defendido Anna Politkovskaïa e tornou-se conhecido por ser um defensor da paz na Tchechénia.
Nastia era, por sua vez, uma activista libertária e os seus textos, como jornalista, mostravam o empenhamento pessoal nos temas anti-autoritários e nas acções de protesto do movimento social russo, tendo estado presente no último Fórum Social Europeu de Malmoe. Ela foi atingida mortalmente quando tentava travar o assassino de Stas Markelov
Hoje, dia 1 de Fevereiro, em Moscovo, mas também noutras cidades europeias, como Roma e Paris, realizaram-se concentrações em memória destes dois activistas, e como protesto ao crescendo clima de intimidação e de terror que se vive hoje na Federação Russa.

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